VISITANTES

contador

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Anton Walter Smetak um artista como poucos

                                                                 ( Máquina do silêncio)

Falar sobre Walter Smetak é complicado e ao mesmo tempo prazeroso, pois este artista conseguiu um desempenho no campo das artes que poucos conseguiram. Ele ultrapassou tantas barreiras, que fica até difícil classificá-lo com músico, ator, escultor ou compositor. Jorge Amado cunhou a seguinte frase sobre a pessoa que ele era: “Um homem chegado de terras longínquas, aqui plantou raízes, a compor, a inventar instrumentos, misto de filósofo e profeta, uma das figuras mais extraordinárias da arte brasileira”.
Anton Walter Smetak nasceu em Zurique, Suíça em fevereiro de 1913 e naturalizou brasileiro em 1968. Seu pai era músico erudito daí as suas influências na infância. Quando ainda era criança aprendeu a tocar “Zither”, um instrumento da família da cítara, depois acabou optando por piano devido as suas influências. Formou-se em violoncelo em Viena.
Veio para o Brasil a convite e começou a trabalhar na rádio Farroupilha de Porto Alegre. Foi professor de violino e trabalhou na Orquestra Sinfônica Brasileira no Rio de Janeiro. Passou a exercer o oficio de Luthier e a construir e consertar instrumentos em São Paulo mudou-se para Bahia e tem contato com novas vertentes e influências ancoradas em práticas culturais tradicionais. E logo depois começa a dar aulas de improviso e violoncelo na escola de música da UFBA.
“““ “No inicio dos anos 60, tem inicio as pesquisas de músicas experimentais com o nome de “iniciação pelo som” nasciam ali à nova escola. Uma investigação sobre o silêncio, som e as suas relações com o homem. Começa a criar novos instrumentos, utilizando novos materiais como, cabaças, madeiras, cordas, tubos de PVC, latas e qualquer material que estivesse ao seu alcance.
Smetak foi um artista que produziu muito, e por causa de seu jeito inovador influenciou de forma significativa toda uma geração, e até hoje ele influência tanto no meio erudito quanto no popular. Em 1984 ele morreu de enfisema pulmonar, mas como ele dizia: “O fim da fala ainda não é o inicio do silêncio”.


Fontes:
htp://tempomusica.blogspot.com
WWW.waltersmetak.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário